Aneel estuda mudar termelétrica de referência para cálculo do PLD em 2015

terça-feira, 26 de agosto de 2014 15:03 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda fazer uma revisão mais profunda nos valores mínimos e máximos do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que baliza o mercado de curto prazo de energia, disse nesta terça-feira o diretor-geral do órgão regulador, Romeu Rufino.

Uma possibilidade é alterar, a partir do ano que vem, a termelétrica usada como referência no cálculo do PLD, disse Rufino, enfatizando que a metodologia em que se baseia o cálculo do PLD seria preservada. Desde 2003, a termelétrica Camaçari, da estatal Chesf, é a referência para composição do PLD.

"O que estamos refletindo é se essa térmica continua hoje sendo a mais representativa", disse Rufino a jornalistas.

A agência deve promover uma consulta pública sobre esses estudos.

No início deste ano, com o amplo uso de termelétricas para poupar água nos reservatórios das hidrelétricas, o PLD atingiu sua máxima de 822,83 reais por megawatt-hora (MWh) para 2014 e nesse patamar ficou por semanas.

Isso causou uma conta elevada a ser paga pelas distribuidoras de energia, que está sendo coberta por dois empréstimos emergenciais totalizando quase 18 bilhões de reais junto a um grupo de bancos.

Segundo Rufino, até meados de setembro, quando deve ocorrer a liquidação das operações do mercado de curto prazo de energia de julho, o governo deverá ter uma resposta para o pleito das distribuidoras de usar parte do recursos dos empréstimos para quitar a conta do risco hidrológico.

Essa conta, de cerca de 1,8 bilhão de reais até o fim do ano pelas contas da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), corresponde à compra de energia no mercado de curto prazo para compensar a menor geração nas hidrelétricas que operam no sistema de cotas, ou seja, das usinas que optaram em 2012 pela renovação antecipada de suas concessões.   Continuação...

 
Cabos de energia em Salvador. REUTERS/Yves Herman