TCU adia decisão sobre inclusão da CEO da Petrobras em processo de Pasadena

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 19:02 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou pela terceira vez a decisão que pode incluir a presidente da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), Maria das Graças Foster, no processo que investiga irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal brasileira.

A questão, que seria votada nesta quarta-feira, foi adiada após pedido de vistas do ministro Aroldo Cedraz, que prometeu a retomada da discussão em até duas semanas.

No momento em que Cedraz pediu vistas, sete ministros tinham votado pela inclusão da executiva no processo.

No entanto, o pedido de vista de Cedraz, voto pendente para decidir a questão, possibilita que os outros ministros mudem de posicionamento até o retorno do processo ao TCU.

Embora os ministros tenham concordado em manter Graça Foster na investigação, a divergência no plenário ocorreu na decisão de bloquear os bens da executiva.

Apenas dois ministros decidiram pelo bloqueio de bens da presidente da Petrobras, enquanto cinco decidiram pelo não congelamento.

"Tenho para mim que essa convicção (de não bloquear os bens de Graça Foster) pode não ter sido concluída em face de um voto, mas está consolidada", disse o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, a jornalistas após o adiamento da sessão.

Na quarta-feira da semana passada, o TCU já havia adiado a decisão sobre o assunto após o ministro José Jorge, relator do caso, tomar conhecimento de que a presidente da estatal teria transferido bens patrimoniais a parentes, segundo denúncia publicada na versão online de O Globo.

A Petrobras divulgou nota no mesmo dia dizendo que documentos pessoais da presidente da companhia comprovam que, desde junho de 2013, ela já vinha providenciando a documentação necessária para a lavratura das escrituras de doação de bens.   Continuação...