Oi pretende se unir a Claro e Vivo em oferta pela TIM

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 19:35 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A operadora Oi espera unir-se à Claro, da mexicana América Móvil, e à Vivo, da espanhola Telefónica, para realizar a oferta de aquisição da TIM, e por isso contratou o BTG Pactual com o objetivo desenhar uma oferta que resolva questões financeiras e regulatórias, segundo uma fonte próxima ao assunto.

A ideia é que o BTG Pactual, também sócio da Oi, viabilize a consolidação tanto do ponto de vista financeiro --já que a Oi não teria condições de arcar com a oferta sozinha-- como regulatório. Segundo a fonte, uma oferta conjunta teria menos chance de receber objeções do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A oferta ainda não foi desenhada pelo BTG Pactual, mas a expectativa é que Claro e Vivo manifestem-se em breve sobre a participação na proposta de aquisição da TIM, disse a mesma fonte.

A Oi poderá recorrer à venda de ativos na África já apontados como vendáveis, avaliados em cerca de 4 bilhões de reais, e à venda de torres e imóveis como forma de captar recursos para a oferta, segundo a fonte.

O BTG Pactual também irá estruturar a operação de forma a permitir que a Telefónica, que já recebeu orientação do Cade para reduzir sua participação na Telecom Italia, controladora da TIM, possa participar da oferta.

A Oi anunciou na noite de terça-feira ter contratado o BTG Pactual para viabilizar uma proposta de compra da TIM, num esforço para não ficar à margem na consolidação em curso no setor de telecomunicações no Brasil e um mês antes de um importante leilão de licenças de telefonia móvel de quarta geração (4G).

Procuradas, Oi e Claro não se manifestaram. A TIM disse em fato relevante que sua controladora tomou conhecimento da informação de que a Oi fará oferta de compra da companhia brasileira, mas que "está completamente alheia" e que "não sabe nada" da iniciativa.

Segundo dados de terça-feira da BM&FBovespa, a Oi tinha valor de mercado de 11,6 bilhões de reais, bem inferior ao valor de mercado da TIM, de 27,7 bilhões de reais.

Um especialista do setor disse que o fatiamento da TIM seria uma operação mais complexa, mas não impossível de ter aval de reguladores como Cade e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).   Continuação...