Brasil pode contar com 2 novos terminais de GNL, a depender de leilão A-5

quinta-feira, 28 de agosto de 2014 08:42 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) - A Bolognesi, grupo gaúcho que atua nos setores imobiliário, de infraestrutura e energia, poderá construir dois novos terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Brasil, caso seus projetos térmicos vençam o leilão de energia A-5 previsto para setembro.

Essas térmicas, de cerca de 1.200 megawatts (MW) cada, usariam a partir de 2019 capacidade de regaseificação dos terminais para o GNL que abastecerá as usinas.

Os terminais seriam construídos em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e no Porto de Suape, Pernambuco. Orçados em cerca de 2,8 bilhões de reais cada, os investimentos deverão ser feitos em parcerias, disse o diretor da Bolognesi, Paulo Cesar Rutzen.

"Uma das parceiras é estrangeira, mas tem também parceiro nacional", disse Rutzen à Reuters, sem divulgar o nome das parcerias até que os acordos sejam formalizados.

Uma possibilidade é estabelecer parceria transitória com fabricantes de equipamentos, que podem ajudar no aporte de recursos num primeiro momento e depois sair do projeto. "A tendência é que num dos terminais, ao menos, a nossa participação seja majoritária, se não totalmente nossa", disse.

Em princípio os terminais serão usados para regaseificar gás natural que a Bolognesi importará para abastecer dois projetos térmicos com os quais pretende disputar o leilão A-5.

"Pelo modelo regulatório atual, entendemos que não é possível simplesmente construir um terminal de GNL para venda de gás natural ou prestar o serviço. Por isso formaremos o primeiro mercado através do consumo da própria usina termelétrica, que será instalada junto ao terminal de regaseificação. Depois, naturalmente, vem a expansão do mercado e o atendimento da demanda reprimida", disse Rutzen, à Reuters.

Cada térmica consumiria entre 5,5 milhões e 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia, e a capacidade de regaseificação de cada terminal poderá chegar a 14 milhões de metros por dia, segundo o executivo.   Continuação...