Telecom Itália e Telefónica brigam por GVT; Vivendi avalia ofertas nesta 5ª feira

quinta-feira, 28 de agosto de 2014 08:58 BRT
 

MILÃO (Reuters) - A batalha no mercado de telecomunicações do Brasil se intensificou nesta quinta-feira com as concorrentes europeias Telecom Italia e Telefónica fazendo ofertas rivais pela GVT, unidade de banda larga brasileira da Vivendi.

A Vivendi, que irá analisar as propostas em uma reunião do conselho nesta quinta-feira, deve agora escolher se quer sair do seu último negócio de telecomunicações remanescente após a venda de suas operações móveis franceses e marroquinas e se concentrar mais em mídia.

O magnata francês Vincent Bolloré, que é presidente do Conselho da Vivendi e seu maior acionista, conduziu as negociações com a Telefónica e com a Telecom Italia nas últimas semanas, e sua visão vai pesar muito no resultado.

A espanhola Telefónica disse que elevou uma oferta inicial de 6,7 bilhões de euros para 7,45 bilhões de euros pela GVT, aumentando a parte a ser paga em dinheiro da oferta inicial feita no início de agosto.

A Telefónica, que é indiretamente a maior acionista da Telecom Italia, também daria à Vivendi uma participação de 12 por cento na empresa brasileira combinada com a GVT, da qual cerca de um terço pode ser trocado por uma participação de 5,7 por cento na Telecom Italia se a Vivendi assim quiser.

A Telefónica informou que sua oferta expira na sexta-feira, a menos que mantenha negociações exclusivas, caso em que a validade da proposta duraria três meses.

A Telecom Italia disse que fez uma oferta em dinheiro e ações que avalia a GVT em 7 bilhões de euros (21 bilhões de reais), incluindo 1,7 bilhão de euros em dinheiro, uma participação de 15 por cento na nova empresa brasileira e de cerca de 20 por cento do capital ordinário da Telecom Italia, ou 16 por cento de seu capital social.

A companhia precisa da GVT para fortalecer sua operadora de telefonia móvel brasileira TIM Participações, que não tem rede fixa, e também para evitar uma potencial oferta da rival local Oi, que quer dividir a TIM entre si, a América Móvil, do México, e a Telefónica.

A desaceleração no mercado de telefonia móvel no Brasil está forçando os principais competidores na região a perseguir clientes que gerem maior valor à companhia através de serviços de televisão por assinatura e de banda larga, setores nos quais a GVT foi pioneira no Brasil, mercado que é um grande gerador de receita para a Telefónica e Telecom Italia.   Continuação...