Mexicana Pemex começa a importar petróleo leve este ano, diz executivo

quinta-feira, 28 de agosto de 2014 15:56 BRT
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A petroleira estatal mexicana Pemex pretende começar a importar petróleo leve até o fim deste ano, potencialmente atingindo o volume de 70 mil barris por dia (bpd), com o objetivo de aumentar a produção em suas refinarias, disse o chefe de sua divisão comercial.

As importações irão marcar uma mudança brusca na devoção de décadas da empresa pela autossuficiência do México em petróleo, que há muito tempo exporta para os Estados Unidos. O movimento ocorre após o anúncio de uma grande reforma no setor de energia do país, que busca reverter anos de declínio na produção e nas exportações.

"Nosso objetivo é que as importações de petróleo comecem este ano", disse Jose Manuel Carrera, presidente da PMI Comercio Internacional, braço de comercialização de petróleo da Pemex.

Seus comentários são o sinal mais forte até agora sobre o cronograma e os volumes de importação de petróleo leve pelo México.

Carrera disse que as aquisições poderão ficar entre 35 mil e 70 mil bpd, ou cerca de 5 a 10 por cento do petróleo leve que cada uma das refinarias mexicanas processa.

"É um volume razoável para começar", acrescentou ele, enfatizando que o volume poderá variar de acordo com qual refinaria acrescentará o petróleo leve à sua mistura.

O México, décimo maior produtor de petróleo do mundo, raramente importa petróleo. Ainda assim, o país precisa comprar no exterior metade da gasolina que consome, para complementar a produção das refinarias domésticas.

Carrera disse que as importações de petróleo leve poderão chegar por meio de um swap de petróleo ou de um acordo de importação direta com os Estados Unidos, dependendo da aprovação a ser dada pelo Departamento de Comércio dos EUA.

Ele descreveu os preços de petróleo dos EUA como "muito atrativos", mas disse que a PMI também analista importar petróleo leve de outros países.

A Pemex exportou um total de 1,02 milhão de bpd no mês passado, com 73 por cento do volume sendo enviado para os EUA. Por outro lado, os carregamentos destinados para o mercado norte-americano caíram 44 por cento na última década.

(Por David Alire Garcia e Ana Isabel Martinez)