Economistas pioram projeção do PIB em 2014 a 0,52%; veem Selic a 11,75% em 2015

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 10:00 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Após confirmação de que o Brasil entrou em recessão no primeiro semestre, economistas de instituições financeiras pioraram suas projeções para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) tanto neste ano quanto no próximo, ao mesmo tempo em que veem manutenção da Selic na reunião desta semana do Banco Central, e voltaram a projetar a taxa de juros a 11,75 por cento em 2015.

A pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira mostrou que a estimativa para o crescimento do PIB em 2014 caiu a 0,52 por cento, contra 0,70 por cento na semana anterior, em uma trajetória descendente que já dura 14 semanas e bem abaixo dos 2,5 por cento registrados em 2013.

A expectativa é de recuperação em 2015, porém a projeção também foi reduzida após duas semanas de manutenção, para 1,10 por cento por cento, contra 1,20 por cento.

Na sexta-feira, o IBGE informou que a economia brasileira encolheu 0,6 por cento no segundo trimestre de 2014 sobre os três meses anteriores. Além disso, o desempenho do primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2013 foi revisado para mostrar contração de 0,2 por cento, levando o país a entrar em recessão. [nL1N0QZ0VP]

A expectativa para a produção industrial, um dos maiores pesos sobre a economia, é de contração de 1,70 por cento neste ano, sobre queda de 1,76 por cento anteriormente. Para o próximo ano houve manutenção da projeção de crescimento de 1,70 por cento.

Já para a política monetária, os economistas consultados pelo BC mantiveram a perspectiva de que a Selic será mantida nos atuais 11,00 por cento na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrando o ano neste mesmo patamar.

Mas para 2015, voltaram a projetar que a taxa básica de juros encerrará em 11,75 por cento, contra 12,00 por cento no levantamento anterior.

Para os economistas consultados, o início do ciclo de aperto monetário será em março que vem, com alta de 0,50 ponto percentual, sem alteração sobre a pesquisa anterior.   Continuação...

 
Fachada da sede do Banco Central em Brasília. 15/01/2014.  REUTERS/Ueslei Marcelino