Analistas preveem vendas bilionárias para novo remédio da Novartis

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 11:04 BRT
 

BARCELONA, 1 Set (Reuters) - As previsões de vendas do novo medicamento para insuficiência cardíaca da Novartis estão sendo elevadas por analistas após o remédio apresentar resultados de testes clínicos surpreendentemente bons.

As ações da farmacêutica suíça subiam mais de 3 por cento para uma máxima recorde nesta segunda-feira, após dados para o LCZ696 divulgados no fim de semana superarem expectativas, mostrando que o remédio reduziu mortes e hospitalizações, funcionou em todos os grupos de pacientes e não mostrou efeitos colaterais sérios.

David Epstein, diretor da divisão farmacêutica da Novartis, disse que o lançamento do remédio no ano que vem promete ser o mais emocionante da empresa e que dará boas margens de lucro.

Os resultados de um teste clínico intensamente aguardado do LCZ696 foram divulgados na reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia no sábado e publicados no New England Journal of Medicine com um editorial positivo.

Investigadores que trabalham no estudo e a própria companhia acreditam que ele tem potencial para substituir medicamentos que têm sido centrais no tratamento de insuficiência cardíaca por um quarto de século, abrindo uma oportunidade de vendas multibilionárias.

"Será possivelmente o lançamento mais emocionante que a companhia já teve", disse Epstein a investidores.

A previsão de analistas para o LCZ696 têm avançado nos últimos meses e o consenso para as vendas em 2019 -quatro anos após seu lançamento esperado- eram de 1,9 bilhão de dólares no fim da semana passada, segundo a Thomson Reuters Cortellis.

Agora o número está ultrapassado, com vários analistas afirmando em relatórios nesta segunda-feira que esperam vendas de 5 bilhões de dólares ou mais.

O resultado pode ser ainda maior. Analistas da Jefferies, assim como vários outros, não estão incluindo atualmente em sua estimativa de vendas de 5,2 bilhões de dólares um segundo grupo de pacientes de insificiência cardíaca além dos presentes no atual teste clínico.

(Por Ben Hirschler)