Telefónica sairá da Telecom Italia após finalizar compra da GVT

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 13:38 BRT
 

Por Andrés González

SANTANDER, Espanha, 1 Set (Reuters) - A espanhola Telefónica planeja sair da Telecom Italia após o grupo espanhol finalizar a compra da unidade brasileira de banda larga da francesa Vivendi, a GVT, disse o presidente do Conselho da companhia, César Alierta, nesta segunda-feira, encerrando uma participação de muito tempo e reduzindo preocupações concorrenciais.

Relações tensas entre as companhias da Espanha e da Itália culminaram na semana passada quando a Telefónica venceu a Telecom Italia em uma disputa pela compra da GVT, um golpe contra a companhia italiana que pode transformá-la um alvo de aquisição em uma indústria que se consolida rapidamente.

"Após a operação da GVT a mensagem é clara, não queremos permanecer na Telecom Italia", disse Alierta para jornalistas após participar de uma conferência sobre telecomunicações em Santander, no norte da Espanha.

A Telecom Italia não quis comentar.

A Telefónica já tomou medidas nos últimos meses para vender parte de sua fatia na Telecom Italia, que detém por meio da holding Telco. A empresa espanhola deterá 8,3 por cento dos direitos a voto na Telecom Italia depois de converter um bônus de três anos conversível em ações da Telecom Italia.

A Telefónica ofereceu estes direitos remanescentes à Vivendi como parte de sua oferta em dinheiro e ações pela GVT na semana passada totalizando 7,45 bilhões de euros (9,8 bilhões de dólares), sinalizando que estava pronta para cortar laços com a Telecom Italia.

A Telefónica disse que emitiria 3,4 bilhões de euros em novas ações para ajudar a financiar a parte em dinheiro do acordo com a GVT, mas Alierta disse que também pode usar ações detidas em tesouraria se as condições do mercado tornarem um aumento de capital muito difícil.

"Não estamos preocupados sobre o financiamento do acordo com a GVT. Obviamente, podemos usar nossas ações em tesouraria para determinados fins... e se o mercado ficar histérico porque tanques russos estão entrando na Ucrânia, não é 'culpa' de nossos acionistas", disse.   Continuação...