Obras da hidrelétrica Santo Antônio serão paralisadas por falta de recursos

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 19:54 BRT
 

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA), que reúne as empreiteiras da hidrelétrica Santo Antônio (RO), demitiu 100 funcionários nesta segunda-feira, dentro do plano de paralisar das obras na usina do rio Madeira, já que a responsável pelo empreendimento não teria recursos para honrar obrigações.

"Estamos estudando a melhor forma de fazer a interrupção da obra sem prejuízo para o que já foi construído. Os prazos ainda estão sendo definidos. Novos desligamentos ainda estão sendo decididos e ocorrerão ao longo da semana", informou o CCSA.

O consórcio informou mais cedo que recebeu em 23 de agosto correspondência da Santo Antônio Energia (SAE), concessionária responsável pela usina, informando que não tem recursos para honrar compromissos contratados com o consórcio.

"Em razão disso e também como o consórcio já vem suportando o ônus financeiro de inadimplementos anteriores da SAE, o CCSA esclarece que está iniciando um plano de desmobilização, com a consequente paralisação das atividades da obra e da fabricação dos equipamentos eletromecânicos, até que seja regularizada a situação", informou o consórcio.

Uma fonte do governo a par do assunto disse, sob a condição de anonimato, que o governo federal não vai intervir no caso. "Essa é uma questão privada, entre os contratados e o contratante. O governo não participa", disse.

A Santo Antônio Energia tem entre os acionistas Caixa FIP Amazônia Energia (20 por cento), a SAAG Investimentos (12,4 por cento), a Odebrecht Energia (18,6 por cento), Furnas (39 por cento) e Cemig Geração e Transmissão (10 por cento).

A principal acionista, Furnas, do grupo Eletrobras informou que "tem realizado normalmente os aportes referentes à sua participação acionária no empreendimento e considera prioritário o término das obras dentro do prazo".

COMPROMISSOS NO MERCADO   Continuação...