Tesouro concede mandato para reabertura de bônus em dólares com vencimento em 2025

quarta-feira, 3 de setembro de 2014 16:11 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira que concedeu mandato para a reabertura de bônus denominado em dólares com vencimento em janeiro de 2025, na terceira emissão externa no ano.

Segundo comunicado, a emissão será liderada pelos bancos Morgan Stanley, BTG Pactual e Citigroup.

Após a emissão nos Estados Unidos e na Europa, o Tesouro fará uma divulgação parcial da operação ainda nesta quarta-feira, com a apresentação dos resultados consolidados na quinta-feira após a conclusão da emissão no mercado asiático.

Segundo o IFR, um serviço da Thomson Reuters, a estimativa de preço na reabertura de bônus do Brasil com vencimento em 2025 é de Treasuries mais 160 pontos básicos.

Há 3,5 bilhões de dólares em títulos soberanos do Brasil com vencimento em janeiro de 2025, com rendimento de 4,25 por cento ao ano, de acordo com o IFR.

A última emissão externa feita pelo governo brasileiro ocorreu em julho com a colocação do novo bônus Global 2045 nos mercados norte-americano, europeu e asiático no montante de 3,55 bilhões de dólares.

Na época, a operação envolveu a recompra de 2 bilhões de dólares em títulos da dívida externa que pagavam juros mais altos.

O spread da emissão do Global 2045 --diferença entre o rendimento do título brasileiro e o oferecido pelo título de referência do Tesouro dos EUA-- foi de 187,5 pontos básicos, no maior spread pago pelo governo brasileiro desde julho de 2009 para títulos de 30 anos, quando o Global 2037 foi lançado com spread de 195 pontos básicos.

A primeira emissão externa do governo brasileiro neste ano ocorreu em março com o Global Euro 2021, que na ocasião teve spread de 165 pontos básicos acima do MidSwap de sete anos. O total emitido foi de 1 bilhão de euros.

(Reportagem de Luciana Otoni)

 
O Brasil lançou 1 bilhão de dólares na reabertura de um bônus global com vencimento em janeiro de 2025 para reduzir os custos da dívida. REUTERS/Siphiwe Sibeko