Aneel adia decisão sobre Santo Antônio; empresa terá que honrar pagamentos na CCEE

sexta-feira, 5 de setembro de 2014 11:48 BRT
 

BRASÍLIA, 5 Set (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a votação, que estava prevista para esta sexta-feira, de pedidos da Santo Antônio Energia relativos ao cronograma de fornecimento de energia da hidrelétrica, como o da exclusão da responsabilidades por um período de 63 dias em que a obra foi afetada por greves e paralisações.

Segundo o relator do caso na Aneel, diretor André Pepitone, o adiamento ocorreu porque a empresa, concessionária da usina Santo Antônio (RO), apresentou na quinta-feira à agência um novo pleito, relativo ao Fator de Indisponibilidade da hidrelétrica, que a obriga a manter suas turbinas gerando 99,5 por cento do tempo.

"É razoável, equilibrado e ponderado fazer uma análise conjunta dos processos", disse Pepitone a jornalistas após a reunião de diretoria da Aneel.

O diretor explicou que o adiamento da decisão sobre o caso não altera a obrigação de a empresa pagar na segunda-feira cerca de 860 milhões de reais relativos aos compromissos no mercado de energia de curto prazo na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Pepitone acrescentou que, mesmo se houvesse nesta sexta-feira alguma decisão favorável à empresa, isso não mudaria o pagamento da próxima segunda-feira, referente à liquidação de operações já realizadas em julho.

O diretor disse que pretende retomar a votação dos casos no colegiado da Aneel o mais brevemente possível, preferencialmente antes da liquidação do mês de outubro – relativas às operações de agosto.

Os acionistas da Santo Antonio Energia devem se reunir ainda nesta sexta-feira para decidir se fazem ou não um aporte na companhia para fazer frente aos compromissos na CCEE.

A Santo Antônio Energia tem entre os acionistas Caixa FIP Amazônia Energia (20 por cento), a SAAG Investimentos (12,4 por cento), a Odebrecht Energia (18,6 por cento), Furnas (39 por cento) e Cemig Geração e Transmissão (10 por cento).

(Por Leonardo Goy)