Aécio cobra posição mais firme de Dilma sobre denúncias de ex-diretor da Petrobras

domingo, 7 de setembro de 2014 18:19 BRT
 

(Reuters) - O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, pediu neste domingo que a presidente Dilma Rousseff apresente uma posição mais firme sobre as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, e disse ser improvável que a adversária nas eleições de outubro não soubesse dos acontecimentos na estatal.

"Não dá pra dizer que (Dilma) não sabia de nada. Esse é o resultado mais perverso daquela que, para mim, é a pior das marcas do governo do PT, o aparelhamento do Estado brasileiro", disse Aécio a jornalistas em evento de campanha em São Gonçalo (RJ).

"Não condeno previamente ninguém, mas que existia, segundo o diretor mais importante da empresa, uma organização criminosa funcionando dentro dela durante todo esse período de governo, isso parece que é, segundo a Polícia Federal, um fato inquestionável. E é uma empresa que teve sempre atenção muito próxima da presidente da República", afirmou o tucano.

Em sua edição desta semana, a revista Veja trouxe reportagem afirmando que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa teria revelado à Polícia Federal os nomes de dezenas de políticos da base aliada do governo Dilma envolvidos em um suposto esquema de corrupção na estatal.

Dilma disse que tomará as "providências cabíveis" quando tiver informações oficiais sobre os depoimentos do ex-diretor da Petrobras, que fez acordo de delação premiada para reduzir sua pena.

No sábado, Aécio qualificou o caso de "Mensalão 2", em alusão ao esquema de desvio de dinheiro público para compra de apoio parlamentar no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O candidato tucano defendeu neste domingo que Costa volte a ser chamado para depor na CPI da Petrobras "para que ele diga de forma mais clara, além dos nomes já vazados para a imprensa, diga de forma muito clara como funcionava esse esquema" na Petrobras.

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