8 de Setembro de 2014 / às 20:51 / em 3 anos

Dólar sobe mais de 1% e vai a R$2,26 com ansiedade eleitoral

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou esta segunda-feira com a maior alta ante o real em mais de um mês, acima de 2,26 reais, impulsionado por incertezas em relação às eleições presidenciais e pela decisão do Banco Central de reduzir o ritmo de rolagem dos swaps cambiais que vencem no início de outubro.

O dólar subiu 1,16 por cento, para 2,2655 reais na venda, após alcançar 2,2750 reais na máxima da sessão. Foi a maior alta percentual da divisa desde 30 de julho, quando subiu 1,21 por cento.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 850 milhões de dólares.

O câmbio reagiu a especulações de que Marina Silva (PSB), vista como a candidata de oposição com maiores chances de vencer a presidente Dilma Rousseff (PT), criticada por agentes que consideram seu governo muito intervencionista, teria perdido força nas pesquisas eleitorais que serão divulgadas a partir de terça-feira.

Investidores temem que as intenções de voto na candidata de oposição caiam nas pesquisas, após notícias divulgadas no fim de semana sobre um suposto esquema de corrupção na Petrobras, que citam o nome do falecido candidato do PSB Eduardo Campos.

“As próximas pesquisas serão atentamente observadas pelo mercado para avaliar se o ímpeto de Marina se mantém ou não. Se sim, o mercado deve se acalmar de forma relativamente rápida. Se não, provavelmente veremos mais volatilidade no mercado”, escreveu o estrategista Kenneth Lam do Citi, em nota a clientes.

Embora vários parlamentares ligados à presidente Dilma também tenham sido citados nas reportagens, analistas acreditam que a base de votos da presidente, formada por eleitores que se beneficiam de seus programas sociais, deve sofrer menor impacto.

Além disso, o mercado teme que o principal beneficiário das denúncias, o candidato do PSDB Aécio Neves, caso consiga chegar ao segundo turno no lugar de Marina, teria menos forças para derrotar Dilma.

“O principal risco é de que Marina tenha atingido o limite (de crescimento nas intenções de voto) e agora o mercado começa a se preocupar que Dilma pode se recuperar,” afirmou o estrategista da 4Cast Pedro Tuesta.

Também ajudou a sustentar a alta do dólar nesta sessão a decisão do BC de reduzir o ritmo de rolagem dos contratos de swap cambial --derivativos que equivalem a uma venda futura de dólares.

Após o fechamento dos mercados na sexta-feira, o BC anunciou que ofertaria até 6 mil contratos de swap para iniciar a rolagem dos 6,677 bilhões de dólares de swaps que vencem em 1o de outubro. No mês passado, o BC ofertava até 10 mil contratos de swap por dia para rolagem.

Nesta manhã, o BC vendeu os 6 mil swaps, com vencimento em 3 de agosto de 2015, para a rolagem. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Se mantiver o atual ritmo de rolagem, o BC rolará cerca de 76 por cento do lote total, menos do que os 88 por cento rolados no mês anterior.

“A menor rolagem dos swaps também não ajuda”, acrescentou Tuesta.

Pela manhã, como parte de seu programa de intervenções diárias no câmbio, o BC vendeu 3 mil contratos de swap com vencimento em 1º de junho de 2015 e 1 mil contratos com vencimento 1º de setembro.

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