Governo amplia benefício fiscal para usinas; deve financiar armazéns

quarta-feira, 10 de setembro de 2014 13:37 BRT
 

Por Alonso Soto

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro vai incluir as indústrias de açúcar e álcool em um programa de restituição de imposto para ajudá-las a compensar os custos operacionais mais elevados e o impacto de uma moeda local mais fraca, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira.

O governo estenderá os benefícios do Programa Reintegra para o setor sucroalcooleiro imediatamente, por meio de um decreto presidencial, dando aos produtores um reembolso de imposto equivalente a 0,3 por cento do valor das suas exportações de açúcar e etanol, disse Mantega. No próximo ano, essa restituição vai subir para 3 por cento das vendas externas.

Os produtores podem utilizar a restituição como um crédito ante o Imposto de Renda ou receberem um pagamento em dinheiro.

"Isso vai ajudar exportadores porque barateia a exportação brasileira e compensa uma eventual valorização do câmbio", disse o ministro em entrevista a jornalistas.

Uma autoridade do governo disse anteriormente à Reuters que as medidas poderiam custar ao país cerca de 900 milhões de reais em receitas fiscais no próximo ano.

Enfrentando uma corrida à reeleição difícil, a presidente Dilma Rousseff tem tentado enviar sinais favoráveis ​​ao mercado na esperança de recuperar a confiança dos eleitores e investidores, depois que a economia entrou em recessão técnica no primeiro semestre.

Mas a extensão do programa Reintegra para as usinas pode colocar pressão financeira adicional sobre o governo, que está lutando para cumprir a meta fiscal este ano.

A decisão é a mais recente de uma série de medidas que o governo tem implementado com sucesso limitado para escorar os setores em dificuldade.   Continuação...

 
O governo incluirá as indústrias de açúcar e álcool em um programa de restituição de imposto para ajudá-las a compensar custos operacionais mais elevados e o impacto de uma moeda local mais fraca, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 21/04/2007 REUTERS/Paulo Whitaker