Japonesa Mitsui pode não atingir meta de lucro por queda do minério de ferro

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 10:53 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - A trading japonesa Mitsui pode não alcançar a meta de lucro deste ano de 1,1 bilhão de dólares em seu negócio de metais devido à queda no minério de ferro, alertou um executivo sênior, que disse que os preços podem despencar para até 80 dólares a tonelada antes de se recuperarem.

A Mitsui espera que os preços se recuperem para 100 dólares a partir do final do ano, e o negócio de minério de ferro da trading permanecerá lucrativo mesmo se os preços caírem até 30 por cento, disse à Reuters o executivo da Mitsui responsável por energia e metais, Horiyuki Kato, em entrevista na quarta-feira.

Seus comentários porém mostram que mineradoras e investidores em projetos de minério de ferro estão sentindo a pressão à medida que a demanda cai na China, que consome dois terços dos carregamentos mundiais da matéria-prima siderúrgica.

"Há um risco de que a unidade de recursos minerais e metais ficar abaixo de nossa previsão", disse Kato. "Isso depende de quanto do impacto da queda nos preços de minério de ferro pode ser compensado por cortes de custos e ampliações de produção".

A Mitsui projeta um lucro de 380 bilhões de ienes (3,56 bilhões de dólares para o ano até março, sendo que o segmento de recursos minerais e metais deve contribuir com 118 bilhões de ienes (1,10 bilhão de dólares).

Kato não detalhou em quanto a meta não será atingida.

Os preços à vista de minério de ferro caíram 39 por cento este ano conforme o aumento na oferta de mineradoras líderes de baixo custo superou o crescimento da demanda na China.

As três grandes mineradoras de minério de ferro --a Rio Tinto, a BHP Billiton e a Vale, na qual a holding da Mitsui tem uma fatia de 15 por cento-- estão apostando que podem forçar concorrentes menores a sair do mercado aumentando a produção.

"Os preços de minério de ferro podem cair até cerca de 80 dólares, mas isso colocará mais fornecedores em dificuldades e os forçará a cortar capacidade de produção", disse Kato.   Continuação...