Ferramentas existem mas não há plano de afrouxamento agora, diz presidente do BC japonês

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 13:49 BRT
 

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que o BC tem ferramentas disponíveis se precisar afrouxar ainda mais a política monetária, mas reiterou que não vê necessidade de agir agora dado o progresso firme na direção de alcançar sua meta de preços.

"Não acredito que haja limites em relação a quais passos adicionais possamos dar", disse Kuroda em um programa de televisão nesta quinta-feira, quando questionado se o BC do Japão já havia usado todas as opções disponíveis quando lançou seu forte programa de estímulos em abril do ano passado.

"Se necessário, temos espaço para tomar medidas apropriadas. Mas por enquanto, estamos progredindo firmemente para atingir nossa meta de preços. Não acredito que agora seja o momento de discutir especificamente ajustes à política monetária", disse ele, descartando a ideia de afrouxar mais a política monetária no curto prazo para aliviar o impacto do aumento do imposto sobre vendas em abril.

Kuroda não elaborou quais ativos adicionais o BC do Japão pode comprar caso vá afrouxar mais a política monetária, dizendo apenas que há "muitos tipos" de ativos financeiros no Japão a que o banco central pode recorrer se necessário.

O BC tem mantido sua política monetária desde que lançou um intenso estímulo em abril do ano passado, quando prometeu dobrar a base monetária através de compras agressivas de ativos para alcançar sua meta de inflação de 2 por cento em cerca de dois anos em um país mergulhado em deflação.

Ele também descartou visões cada vez maiores entre analistas de que mais quedas do iene podem fazer mais mal do que bem à economia japonesa ao elevar os custos de importação.

"Não acredito que as atuais quedas do iene têm um impacto negativo extremo na economia do Japão", disse ele. "Independentemente se é uma queda ou uma alta do iene, é desejável que o iene se mova de uma maneira que reflita o estado real da economia".