Dólar fecha em alta após indicação de campanha de Marina, mas abaixo de R$2,3

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 17:40 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quinta-feira, passando a subir na reta final do pregão, após o assessor econômico do programa da candidata do PSB à Presidência Alexandre Rands afirmar à Reuters que um governo de Marina Silva acabaria com o atual programa do Banco Central de intervenção no câmbio.

Ainda assim, investidores continuaram reticentes em sustentar as cotações acima do teto informal de 2,30 reais, diante da possibilidade de o BC intensificar a atuação no câmbio para evitar pressão inflacionária.

A moeda norte-americana fechou com variação positiva de 0,26 por cento, a 2,2972 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2 bilhões de dólares. Na sessão passada, o dólar chegou a ultrapassar 2,30 reais pela primeira vez em um mês, mas acabou fechando abaixo desse patamar.

"Agora, os dois principais candidatos da oposição já deram sinais de que vão reduzir a intervenção no câmbio. Como há uma chance concreta de derrota da Dilma, o mercado reage", afirmou o operador de um importante banco nacional.

Questionado sobre o programa de atuações diárias do BC, Rands respondeu: "Vamos acabar com isso". Ele ressaltou, contudo, que não descarta atuações momentâneas para eliminar volatilidade.

A notícia levou o dólar a subir na última meia hora do pregão, após oscilar entre a estabilidade e leve queda durante praticamente todo o dia, mas ainda próximo das máximas em um mês.

Expectativas de uma disputa mais acirrada entre Marina e a presidente Dilma Rousseff (PT), criticada por investidores por sua política econômica, têm impulsionado o dólar nas últimas semanas, assim como a ansiedade antes da reunião da semana que vem do Federal Reserve, banco central norte-americano.

Alguns investidores apostam que o Fed pode sinalizar que a alta dos juros norte-americanos virá mais cedo que o esperado, o que atrairia recursos aplicados em outras economias. Mas essa perspectiva perdeu um pouco de força nesta sessão, após o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subir inesperadamente na semana passada.   Continuação...