Economia brasileira cresce 1,50% em julho, melhor resultado em 6 anos, aponta BC

sexta-feira, 12 de setembro de 2014 12:44 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira cresceu 1,50 por cento em julho sobre o mês anterior, indicou o Banco Central nesta sexta-feira, melhor resultado em seis anos e acima do esperado, mas ainda insuficiente para gerar percepções de que já há tendência consistente de recuperação.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a atividade voltou a crescer após duas quedas mensais seguidas. O resultado de julho passado foi o melhor desde junho de 2008, quando a expansão foi de 3,32 por cento, pouco antes do auge da crise internacional.

Em junho, o indicador havia mostrado contração de 1,51 por cento sobre maio em dados dessazonalizados revisados pelo BC. Anteriormente, havia sido divulgado queda de 1,48 por cento em junho.

O resultado de agora foi bem melhor que o esperado em pesquisa da Reuters, cuja mediana de 21 projeções apontava alta de 0,80 por cento em julho.

"Vemos o número mais alto do que o esperado principalmente como recuperação técnica de um segundo trimestre profundamente negativo. Portanto, não é indicativo de clara tendência de recuperação econômica", destacou em nota o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos.

Na comparação com julho de 2013, o IBC-Br recuou 0,31 por cento e acumula alta de 1,14 por cento em 12 meses, ainda segundo dados dessazonalizados.

A economia brasileira entrou em recessão no primeiro semestre, afetada sobretudo pela indústria e pelos investimentos em queda. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) havia recuado 0,6 por cento sobre o período imediatamente anterior.

O cenário de atividade fraca vem junto com o de inflação ainda elevada, num momento em que a presidente Dilma Rousseff (PT) tenta a reeleição.   Continuação...

 
Homem passa pela logomarca do Banco Central na sede do banco em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino