UE aumenta pressão sobre Moscou com sanções mais rígidas

sexta-feira, 12 de setembro de 2014 11:27 BRT
 

Por Adrian Croft

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia aprofundou as sanções contra a Rússia nesta sexta-feira por conta de seu papel na crise ucraniana, restringindo o acesso dos maiores bancos russos e de empresas de defesa e energia a linhas de financiamento e congelando os bens de políticos do alto escalão e de líderes rebeldes.

Os Estados Unidos devem seguir o mesmo caminho e impor sanções mais severas ainda nesta sexta-feira, aumentando a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, desde que a Rússia anexou a Crimeia, região da Ucrânia, e enviou soldados para apoiarem os separatistas pró-Rússia no leste ucraniano.

Mas o agravamento das sanções da UE se depara com uma oposição crescente de uma série de países do bloco que temem uma retaliação da Rússia, sua maior fornecedora de energia.

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que a UE está “escolhendo o caminho do rompimento do processo de paz” e que Moscou irá reagir “calmamente, adequadamente e, acima de tudo, baseado na necessidade de defender nossos interesses”, segundo relatou a agência de notícias Interfax.

Em um gesto para apaziguar os críticos, a UE afirmou que pode anular algumas ou até todas as sanções dentro de semanas – se Moscou respeitar a frágil trégua na Ucrânia e o plano de paz.

Ao publicar a mais recente lista de sanções, os governos do bloco europeu declararam ser “apropriado adotar novas medidas de restrição em reação às ações da Rússia na desestabilização da Ucrânia".

A Rússia, por sua vez, proibiu todas as importações de alimentos dos EUA e frutas e vegetais da Europa em resposta às sanções anteriores do Ocidente. As próximas reações podem incluir limites à importação de carros usados e outros bens de consumo, teria dito uma autoridade do Kremlin na quinta-feira.

Ao mesmo tempo em que agrava as punições, a União Europeia irá dar mais tempo para que Moscou se ajuste ao pacto de comércio do bloco com a Ucrânia, que será discutido nesta sexta-feira em Bruxelas, disseram diplomatas.   Continuação...

 
Presidente russo, Vladimir Putin, conversa com jornalistas em Minsk, Belarus. 27/08/2014 REUTERS/Alexander Zemlianichenko/Pool