Ibovespa se ajusta a quadro eleitoral incerto e já acumula queda de 7% no mês

sexta-feira, 12 de setembro de 2014 18:27 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa caiu abaixo de 57 mil pontos pela primeira vez desde agosto nesta sexta-feira, completando a segunda semana de perdas, reflexo de ajustes de posições a um cenário mais disputado na corrida eleitoral, no último pregão antes do vencimento dos contratos de opções.

A queda nos índices acionários e a alta no rendimento dos Treasuries em Wall Street, em meio a expectativas de um tom mais rigoroso do Fed sobre juros na próxima semana, além do receio após novas sanções à Rússia, corroboraram o viés negativo.

O Ibovespa encerrou em queda de 2,42 por cento, a 56.927 pontos, menor patamar de fechamento desde 14 de agosto.

O volume financeiro do pregão somou 9,8 bilhões de reais.

"O cenário eleitoral agora mais incerto fez o mercado piorar bastante", escreveu o BTG Pactual em nota a clientes.

Na semana, o Ibovespa acumulou uma perda de 6,2 por cento, elevando o declínio no mês para 7,1 por cento, comendo boa parte dos ganhos de agosto (+9,78 por cento), quando a morte do então presidenciável do PSB Eduardo Campo causou uma reviravolta no cenário eleitoral.

Com a ex-ministra Marina Silva assumindo a candidatura à pelo PSB e com um programa de governo alinhado a interesses do mercado financeiro, agentes viram nas primeiras pesquisas de intenção de voto possibilidade real de alternância em Brasília, o que impulsionou a Bovespa.

Mas a recuperação da presidente Dilma Rousseff (PT) nos levantamentos mais recentes deixou agentes reticentes a sustentar o rali, preferindo reduzir posições na espera de novos desdobramentos.   Continuação...