UE busca bilhões de euros para reviver a economia

sábado, 13 de setembro de 2014 13:10 BRT
 

MILÃO (Reuters) - A União Europeia buscou neste sábado formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos.    Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia — braço executivo do bloco — e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.    "Demos o mandato à Comissão e ao BEI para que apresentassem em pouco tempo um relatório inicial de medidas práticas que podem ser tomadas em projetos lucrativos de investimentos que possam ser justificáveis", afirmou o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, em coletiva de imprensa.    Os ministros devem discutir os projetos e as ferramentas de investimentos no próximo encontro, em Luxemburgo, em outubro.    Não há detalhes disponíveis sobre quais projetos seriam realizados.    Para financiá-los, os ministros discutiram quatro ideias: uma sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de 700 bilhões de euros (907 bilhões de dólares), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de 300 bilhões de euros para recuperar a economia do continente.    Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.    "Não temos a vareta mágica, mas precisamos de crescimento, precisamos estimular a demanda sem assumir dívidas", afirmou o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, após o encontro em Milão. "Precisamos da combinação certa entre o dinheiro público e privado."

(Por Robin Emmott e Jan Strupczewski)