ANÁLISE-Sucesso de IPO do Alibaba deve ajudar futura listagem da Cnova nos EUA

terça-feira, 16 de setembro de 2014 13:58 BRT
 

Por Marcela Ayres e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - A badalada listagem do gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba no mercado acionário norte-americano deverá beneficiar o plano de abertura de capital da Cnova, empresa que reúne operações de varejo online do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e do seu controlador francês Casino.

A avaliação é de fontes do mercado financeiro, algumas com conhecimento direto da operação, além de especialistas em e-commerce consultados pela Reuters às vésperas da precificação da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Alibaba, que ocorrerá nesta semana.

Apesar do vultoso tamanho da oferta do Alibaba, que pode movimentar mais de 22 bilhões de dólares na bolsa de Nova York, um executivo de banco de investimento disse à Reuters que a operação acaba jogando luz sobre o setor, mais ajudando do que atrapalhando o lançamento de outros IPOs na área.

"Tudo leva a crer que (o Alibaba) vai fazer a operação com sucesso", afirmou ele.

"Isso naturalmente vai trazer uma capacidade de reciclagem de dinheiro. O pessoal ganha dinheiro (com o IPO do Alibaba), vende um pouco e entra em outros negócios. Você está vendo muita gente se mexendo justamente por causa do Alibaba. Ele é âncora e vai descarregar o resto da turma", acrescentou.

A Cnova combina os sites do Extra, Casas Bahia e Pontofrio, operados pela Nova Pontocom, com os endereços online da Cdiscount, do Casino, na França, Colômbia, Tailândia e Vietnã.

Segundo duas fontes do mercado financeiro familiarizadas com os planos da Cnova, o IPO da empresa na Nasdaq deve ser feito entre o fim deste ano e início de 2015.

"O momento não poderia ser melhor", disse uma das fontes, que falou sob condição de anonimato, explicando que a oferta do Alibaba aumentará as referências de valor para o setor, dando parâmetros para o cálculo do IPO de Cnova, movimento que já tinha ganhado força com a listagem da também chinesa JD.com nos EUA, em maio.   Continuação...