Brasil Kirin quer terceirizar produção de cerveja diante de esgotamento de capacidade

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 09:04 BRT
 

SÃO PAULO, 18 Set (Reuters) - A empresa de bebidas Brasil Kirin pretende fechar acordo com a Inab, dona da cerveja Colônia, para terceirizar a fabricação de cervejas do seu portfólio diante do esgotamento da capacidade da fábrica da companhia em Itu, em São Paulo.

A operação ainda deve ser apreciada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que divulgou o negócio na quarta-feira no Diário Oficial da União.

Pelo acordo que está na mesa, a Inab fabricaria, enlataria e armazenaria cervejas das marcas Schin e Glacial - que pertencem à Brasil Kirin - em sua unidade industrial em Toledo, no Paraná.

Em documentação submetida à autarquia, as partes informaram que a proposta apresentará sinergias para ambas, já que a Brasil Kirin opera com capacidade plena em sua fábrica em Itu, ao passo que a unidade da Inab em Toledo está operando com capacidade ociosa.

As companhias disseram ainda que, com o acordo, a Brasil Kirin poderá "manter suficientemente abastecido o mercado consumidor, sem interrupções ou quebras de fornecimento decorrentes do esgotamento de sua capacidade produtiva na planta industrial de Itu".

A negociação das empresas vem a público em um momento de aumento da produção de cervejas após recuo do volume fabricado pela indústria nacional em 2013.

No acumulado do ano até agosto, a produção da bebida mostra avanço de 8,65 por cento sobre um ano antes, conforme dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) divulgados pela Receita Federal.

No primeiro semestre, a rival Ambev, que responde por quase 70 por cento do mercado de cervejas no Brasil, anunciou alta de 9,1 por cento no volume da bebida no país na comparação anual.

Procurada pela Reuters, a Brasil Kirin afirmou via assessoria de imprensa que "trata-se de mais um projeto que a empresa está avaliando", e que "está sempre atenta a todas as oportunidades de mercado e a possíveis parcerias".

(Por Marcela Ayres)