Verão brasileiro terá chuvas acima da média, mas sem excessos, diz Somar

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 15:51 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A primavera no Brasil terá uma regularização de chuvas apenas a partir da segunda metade de outubro, enquanto o verão brasileiro verá precipitações acima da média na maior parte do país, mas em volumes que não deverão ser excessivos ao ponto de trazer uma folga aos reservatórios de água para o período seco de inverno, afirmou a Somar Meteorologia em projeção nesta quinta-feira.

As chuvas apenas um pouco mais volumosas do que a média no verão ocorrerão com influência de um fenômeno El Niño mais fraco, mas ainda assim serão benéficas para a agricultura e vão melhorar o nível dos reservatórios, cessando temporariamente conversas sobre racionamentos.

O verão de 2014 foi um dos mais secos da história recente do país, trazendo o fantasma da falta d'água para a região metropolitana de São Paulo e problemas com geração das usinas hidrelétricas.

"No próximo verão, vamos ter bons episódios de chuvas, contudo não será nenhuma maravilha, não é chuva que regulariza sistemas, mananciais... tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste. Mas serão chuvas muito melhores que no verão de 2014", disse o meteorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar.

Se o El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento da superfície das águas equatoriais do Oceano Pacífico fosse forte, aí sim o centro-sul brasileiro teria chuvas expressivas, o que poderia dar folga aos reservatórios, enquanto o Nordeste sofreria com uma seca severa.

Embora se espere um verão mais chuvoso no país, a Somar não descarta alguns períodos curtos de estiagem e alerta que o Rio Grande do Sul pode ver proporcionalmente menos chuva do que outras regiões, com um El Niño mais fraco.

Para exemplificar, em algumas áreas do centro-sul do Brasil, o próximo verão poderia ter chuvas acumuladas de 500 a 700 milímetros, ante uma média histórica de 500 mm e apenas 200 mm do último verão, disse Santos.

A temporada mais quente do Brasil em 2015, em resumo, seria muito semelhante à de 2013.   Continuação...