Setor imobiliário pede alta de 15% no valor de faixas de renda do MCMV, diz MRV

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 20:50 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O setor imobiliário quer aumento de cerca de 15 por cento nos valores das faixas de renda na terceira edição do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), além da criação de uma categoria intermediária.

Segundo um dos diretores-presidentes da construtora e incorporadora MRV, Rafael Menin, representantes do setor deverão reunir-se com o governo dentro de um mês para discutir novo conjunto de requisições envolvendo o Minha Casa Minha Vida 3.

"De tempos em tempos tem que fazer uma correção. O governo está sensível a isso", disse Menin à Reuters nesta quinta-feira. Ele esteve na reunião do setor com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que culminou com anúncio de expansão no número de unidades da fase 2 do MCMV.

"Isso ainda está sendo discutido, não tem nenhuma confirmação, o que se pede é uma atualização em torno de 15 por cento em cada faixa", disse Menin.

Segundo o executivo, a faixa 1 tem demandado "um volume enorme" dos recursos do Tesouro Nacional, que o governo pretende eventualmente diminuir na terceira fase. Hoje, ela pode ser subsidiada em até 95 por cento com recursos federais.

Para as faixas 2 e 3, o setor pede aumento do subsídio e mudanças dos limites. Atualmente, nas cidades com população igual ou superior a um milhão de habitantes, o valor máximo para contratação dos imóveis do programa é de 170 mil reais.

No Distrito Federal e municípios das regiões metropolitanas do Rio e São Paulo, o montante sobe para 190 mil reais. Já nos municípios com população superior a 250 mil, o valor é de 145 mil reais, e nas cidades com 50 mil habitantes ou mais, o valor é de 115 mil reais. Nas demais, o teto é de 90 mil reais.

As conversas envolvem a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc), a Caixa Econômica Federal (CEF), empresas do setor e os ministérios da Fazenda e das Cidades.   Continuação...