Bovespa fecha em queda de 2,77% após reeleição de Dilma; Petrobras despenca 12%

segunda-feira, 27 de outubro de 2014 17:16 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no menor patamar desde abril nesta segunda-feira e com forte giro financeiro, um dia após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em meio a ajustes de posições e expectativa sobre como a petista vai lidar com os desafios no campo econômico em seu segundo mandato.

A queda, contudo, foi bem mais amena do que previa a parcela mais pessimista do mercado, que esperava o acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe os negócios quando a queda supera os 10 por cento. Nem na mínima da sessão, o Ibovespa chegou perto disso.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou em baixa de 2,77 por cento, a 50.503 pontos, após marcar 48.722 pontos no pior momento pela manhã, em queda de 6,2 por cento. O volume do pregão somou 17 bilhões de reais.

Profissionais do mercado ouvidos pela Reuters explicaram a queda mais branda citando que o Ibovespa ficou barato em dólar, o que atrai fluxo externo, assim como houve busca por pechinchas diante da queda mais forte na abertura e também alguma antecipação nos últimos pregões com apostas na reeleição.

O Bank of America Merrill Lynch também notou que investidores que buscam assumir posição de longo prazo ("long only") não estavam vendendo agressivamente, enquanto os fundos de hedge estavam cobrindo posições. Também citou que a maioria dos retornos que recebeu de agentes do mercado indicam que investidores estão olhando mais a lista de compras, do que a de vendas.

"O Ibovespa deve ficar nesse intervalo de 48 mil a 52 mil pontos até que Dilma consiga identificar para o mercado quem estará na Fazenda, se é capaz de dar mais credibilidade (para a política econômica), particularmente na parte fiscal", avalia o sócio e fundador da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik.

As ações da Petrobras responderam pela principal pressão negativa no índice, encerrando com a maior queda desde novembro de 2008 e voltando a preços de março deste ano.

(Por Paula Arend Laier)