27 de Outubro de 2014 / às 20:38 / 3 anos atrás

Setor privado cobra urgência em reformas contra pessimismo após eleições

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff precisa promover rapidamente uma agenda de reformas para tentar recuperar a confiança do empresariado e dos consumidores do país, revertendo um clima de pessimismo que tem represado investimentos, afirmaram nesta segunda-feira representantes do setor privado.

Medidas que resgatem a competitividade da indústria brasileira em relação aos concorrentes estrangeiros também são cobradas para evitar mais um ano de baixa atividade industrial afetando o Produto Interno Bruto.

Veja abaixo o posicionamento de representantes de diversos setores da indústria sobre o tema:

ROBERTO SETÚBAL, PRESIDENTE-EXECUTIVO, ITAÚ UNIBANCO:

“O pronunciamento da presidenta foi muito positivo e a proposta de dialogar na busca de alinhamento para aprovação das reformas necessárias é extremamente importante para o futuro do país. O compromisso com o combate à corrupção e à impunidade reenfatizado por ela é muito bem recebido por todos os brasileiros.”

“A importância da parceria com o setor produtivo e financeiro declarada pela presidenta também traz confiança e tranquilidade aos agentes econômicos, empresários e investidores.”

LÁZARO DE MELLO BRANDÃO, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, BRADESCO:

“A maturidade e solidez da democracia brasileira foram confirmadas nas eleições presidenciais que acabam de ser encerradas. Temos a convicção de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff renovou pelo melhor caminho --o do voto da maioria dos brasileiros-- todas as condições necessárias para avançar sobre os grandes desafios que o país tem pela frente.”

LUIZ CARLOS TRABUCO CAPPI, PRESIDENTE-EXECUTIVO, BRADESCO:

“Acreditamos no Brasil e confiamos que o governo reeleito enfrente os desafios do presente, mantendo a esperança do futuro das próximas gerações. O discurso da vitória da presidenta Dilma Rousseff, ontem, sinalizou diálogo, união e reformas. Foi um momento de pacificação e pleno entendimento das responsabilidades à nossa frente.”

WALTER COVER, PRESIDENTE, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (ABRAMAT):

“A mudança de política econômica tem que ser anunciada muito agora no início para poder reverter esse clima de pessimismo na economia, tanto por parte do empresariado, quanto por parte das famílias que querem comprar casa própria.”

“A presidente já mencionou que vai mudar o ministro da Fazenda, nós achamos que isso é importante, mas é importante também que mude a política econômica. Um dólar mais realista ajuda muito nas exportações e isso ajuda a economia. Juros baixos ajudam no investimento, isso ajuda a economia. Acho que governo tem que sinalizar maior participação do setor privado nos investimentos públicos.”

HUMBERTO BARBATO, PRESIDENTE, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INÚSTRIA ELÉTRICA E ELETRÔNICA (ABINEE):

“Esperamos que reformas aconteçam, principalmente a reforma tributária é a nossa grande expectativa. Precisa haver uma facilitação no pagamento de impostos, colocar o câmbio num patamar adequado, para que a gente volte a ter mais competitividade. Enfim, eu acho que o desafio é enorme, principalmente com o país saindo dividido como saiu dessas eleições.”

JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO, PRESIDENTE, SINDUSCON-SP:

“Nós temos um cenário na área de construção que vai depender exclusivamente das mudanças na área econômica. É fundamental que elas sejam feitas o mais rápido possível e que a equipe econômica seja definida, para dar uma tranquilidade para o empresário. Ele precisa sentir confiante para poder investir.”

“O cenário pode se estabilizar, pode ficar num nível confortável se estas reformas forem feitas rapidamente e ela anunciar rapidamente esta equipe econômica.”

EDUARDO LEVY, PRESIDENTE-EXECUTIVO, SINDICATO DAS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES, SINDITELEBRASIL:

“A perspectiva de novo governo é sempre de novo ânimo. Estamos em ritmo acelerado de ativação de serviços... A questão tributária é uma pauta permanente do setor. O setor sempre tem se pautado por luta para convencer todos os governos, principalmente os estaduais, que se há prioridade para o serviço de telecom essa prioridade tem que ser demonstrada nos tributos.”

“A regulamentação do Marco Civil deve ser debatida no novo Congresso. Acreditamos que isso seja colocado na pauta no ano que vem.”

MILTON REGO, PRESIDENTE-EXECUTIVO, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO (ABAL):

“A grande questão é o custo de energia. Eu estive com o grupo econômico dos dois candidatos e ambos concordavam que da maneira que está não podia ficar. Essa é uma questão vital para o setor de eletrointensivos. Então, eu acho que o final dessa corrida eleitoral abre caminho para repensar essa questão.”

Por Reportagem de Aluísio Alves, Marcela Ayres e Anna Flávia Rochas, em São Paulo, Juliana Schincariol e Luciana Bruno, no Rio de Janeiro

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