ALL tem Ebitda praticamente estável no 3o tri

quarta-feira, 29 de outubro de 2014 10:30 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A América Latina Logística (ALL) divulgou nesta quarta-feira alta anual de 0,8 por cento no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no terceirro trimestre, a 507,7 milhões de reais.

Em prévia de resultados operacionais, a companhia informou que o volume transportado da ALL Operações Ferroviárias cresceu 4,4 por cento no período, a 12.526 milhões de TKUs.

Para o quarto trimestre, a ALL disse ainda ser difícil antecipar as condições da demanda de commodities agrícolas, completando que, para os volumes industriais, a expectativa é de um cenário mais regular das exportações de etanol e as contribuições positivas dos volumes da Brado e Eldorado.

Os embarques de milho do Brasil, cuja origem em sua maioria está no Mato Grosso, estão mais lentos no início deste quarto trimestre, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No acumulado de outubro, as exportações diárias de milho do Brasil somaram 139,6 mil toneladas, ante 171,9 mil toneladas no mês fechado do ano passado. O mesmo acontece com as exportações de etanol.

Segundo a ALL, o volume de contêineres transportado cresceu 24,5 por cento no terceiro trimestre, para 20,7 mil.

A companhia afirmou que as operações ferroviárias foram beneficiadas com a fraca base de comparação, já que no terceiro trimestre do ano passado o Porto de Santos sofreu dois graves acidentes que reduzirem a capacidade de descarga. Porém, a ALL afirma que por outro lado o cenário "bastante difícil em termos de demanda" do terceiro trimestre deste ano afetou tanto os volumes transportados como as tarifas da malha ferroviária.

Apesar disso, a ALL afirmou que o yield, medidor de frete, ferroviário consolidado da empresa não apresentou queda uma vez que a empresa opera com contratos de "take or pay".

Isso ocorreu, apesar dos preços de frete no mercado à vista terem caído cerca de 25 por cento no corredor de bitola larga (de Mato Grosso a Santos) e em mais de 13 por cento em algumas origens do corredor do Paraná, os dois principais corredores agrícolas em que a ALL opera.

(Por Alberto Alerigi Jr., com reportagem adicional de Roberto Samora)