Arrecadação soma R$90,7 bi, recorde para setembro, mas Receita vê menor expansão em 2014

quarta-feira, 29 de outubro de 2014 12:55 BRST
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal arrecadou 90,722 bilhões de reais em impostos e contribuições no mês passado, recorde para setembro e com alta real de 0,92 por cento sobre um ano antes, resultado influenciado por receitas extraordinárias em meio ao cenário de atividade econômica fraca.

No ano até o mês passado, a arrecadação federal somou 862,510 bilhões de reais, alta real --descontando a inflação-- de 0,67 por cento sobre igual período de 2013, informou a Receita Federal nesta quarta-feira, que já fala em crescimento inferior a 1 por cento para 2014 todo.

O número de setembro veio um pouco abaixo do apontado em pesquisa Reuters com economistas, cuja mediana das expectativas era de que a arrecadação somaria 92 bilhões de reais no período.

Segundo a Receita, em setembro, a arrecadação foi influenciada pela receita extra de 1,637 bilhão de reais com o Refis, programa de parcelamento de débitos atrasados.

Também pesaram os 8,399 bilhões de reais em desonerações fiscais, oriundas das diversas medidas adotadas pelo governo para tentar estimular a economia. No ano, essas desonerações somaram 75,690 bilhões de reais até o mês passado, 35 por cento ao mais do que a cifra em igual período de 2013.

MENOS RECEITAS COM IMPOSTOS

A maioria dos tributos federais mostrou arrecadação menor no mês passado em relação setembro de 2013, segundo a Receita. O destaque ficou para as quedas reais de 6,12 por cento no Imposto sobre Importação; de 2,93 por cento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); de 3,3 por cento na Cofins; e de 3,8 por cento no recolhimento de PIS e Pasep.   Continuação...