Bradesco reduz previsão de crédito, mas eleva margens no 3º tri e agrada mercado

quinta-feira, 30 de outubro de 2014 14:31 BRST
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco se rendeu ao cenário econômico adverso do país e reduziu a previsão para empréstimos em 2014, mas seus sinais de foco na manutenção das margens de lucro e no controle da inadimplência e dos custos agradaram o mercado.

O segundo maior banco privado do país reduziu a previsão de alta da carteira de crédito em 2014, de 10 a 14 por cento para 7 a 11 por cento, após seu estoque de empréstimos subir apenas 7,7 por cento em 12 meses até setembro, a 444,2 bilhões de reais.

"Prevemos uma aceleração no quarto trimestre, que nos permita alcançar o centro da estimativa revisada, disse o diretor executivo Moacir Nachbar, em teleconferência a jornalistas sobre os resultados do terceiro trimestre.

Analistas, que davam a revisão como certa, deram mais atenção a itens como a margem financeira de juros, taxa média que os bancos cobram na concessão de empréstimos, ao controle de despesas, às maiores receitas com tarifas e aos sinais de que a inadimplência está sob controle.

"Margens de crédito, o forte controle de custos e a robusta performance em tarifas mais que compensaram as provisões maiores (para calotes) e o menor resultado em seguros", comentou em relatório a equipe do Credit Suisse liderada por Marcelo Telles.

O banco também elevou a estimativa para alta da margem financeira com juros, do intervalo de 6 a 10 para o de 9 a 12 por cento em 2014. No terceiro trimestre, o indicador foi de 7,5 por cento, queda sequencial de 0,2 ponto, mas 0,5 ponto maior em 12 meses.

Nachbar disse que o nível atual deve se manter, refletindo uma competição menos acirrada entre os bancos por crédito.

O Bradesco também viu um avanço de 13,3 por cento das receitas com tarifas e serviços, a 5,639 bilhões de reais, e elevou a previsão de aumento nesta linha em 2014, da faixa de 9 a 13 para a de 11 a 14 por cento.   Continuação...