Itaú Unibanco reduz inadimplência e eleva rentabilidade e lucro no 3º tri

terça-feira, 4 de novembro de 2014 12:23 BRST
 

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco teve lucro acima do previsto no terceiro trimestre, refletindo melhora da qualidade da carteira, além de fortes receitas com tarifas e com crédito.

No período, o lucro líquido do maior banco privado do país cresceu 35,3 por cento ante igual etapa de 2013, a 5,404 bilhões de reais. Na base recorrente, o lucro de 5,457 bilhões de reais foi 35,7 por cento maior ano a ano e acima da previsão média de analistas ouvidos pela Reuters, de 5,029 bilhões.

O resultado mostrou que a instituição foi bem sucedida em repassar taxas maiores aos clientes na concessão de crédito, enquanto o foco em linhas de menor risco reduziu custos com provisão para perdas com calotes.

A margem financeira somou 14,37 bilhões de reais de julho a setembro, avanço de 21,4 por cento em 12 meses e de 5,7 por cento sobre junho. Além disso, o resultado foi alavancado pelo salto anual de 218,6 por cento na margem financeira com o mercado, refletindo bom resultado da tesouraria.

A taxa anualizada da margem financeira de crédito após risco de crédito ficou em 7,9 por cento, ante 8 por cento no trimestre anterior e 7,4 por cento no terceiro quarto de 2013.

"Foi o resultado da nossa aposta em linhas de menor risco", disse o diretor corporativo de controladoria e relações com investidores da instituição, Marcelo Kopel, em teleconferência com jornalistas nesta terça-feira.

O estoque de financiamentos do Itaú subiu 10,2 por cento em 12 meses até setembro, a 503,345 bilhões de reais, com destaque para as linhas imobiliária (+22,4 por cento), consignado (+77 por cento). Ao mesmo tempo, encolheu em 3,5 por cento o volume de empréstimos para pequenas e médias empresas, e em 26,7 por cento a de automóveis, na base anual.

No mês passado, o banco havia informado que sua carteira de crédito cresceria aproximadamente 8 por cento em 2014, abaixo da faixa prevista, de 10 a 13 por cento. De acordo com Kopel, o número total envolve a compra da carteira da Credicard. De forma orgânica, o crescimento deve ser mesmo ao redor de 8 por cento.   Continuação...

 
Fachada de uma agência do Itaú no Rio de Janeiro. 29/01/2014.  REUTERS/Sergio Moraes