Dólar fecha em alta, à espera de detalhes sobre política econômica

terça-feira, 4 de novembro de 2014 17:17 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta terça-feira, mas longe das máximas da sessão, com investidores aguardando novos sinais sobre como será a política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, mantendo a tendência de um mercado sensível e volátil.

Neste pregão, o Banco Central também realizou o primeiro leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de dezembro, com a indicação de que pretende rolar menos do que fez nos últimos dois meses.

A moeda norte-americana subiu 0,20 por cento, a 2,5054 reais na venda, após bater 2,5337 reais na máxima do dia e 2,4934 reais na mínima. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de apenas 900 milhões de dólares.

"O mercado chegou a ficar mais otimista na semana passada com a alta de juros (pelo BC), mas voltou a ficar volátil bem rapidamente", disse o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold. "O mercado só vai melhorar, voltar a operar com base em fundamentos, quando vir medidas claras e concretas".

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC surpreendeu e elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 11,25 por cento, agradando os agentes financeiros. Mas o mercado voltou a adotar uma postura cautelosa nas sessões seguintes, esperando sinais de mudança também na política fiscal, criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente.

Investidores também querem saber quem será o próximo ministro da Fazenda no lugar de Guido Mantega, também criticado pelos investidores devido às atuais condições de baixo crescimento e inflação alta.

Segundo analistas, a instabilidade do mercado tem levado investidores a preferir operações de curto prazo e a evitar fazer grandes apostas. Por isso, o volume ficou baixo, tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro.

Foram negociados 300 mil contratos de dólar para dezembro nesta sessão, abaixo da média das últimas 20 sessões, de 350 mil contratos.

"A liquidez baixa complica ainda mais, porque aí uma operação pequena, pouco representativa, acaba gerando uma oscilação forte", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.   Continuação...