Setor de serviços no Brasil tem maior contração em 2 anos em outubro, mostra PMI

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 10:11 BRST
 

Por Patrícia Duarte

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços no Brasil fechou outubro com a maior contração em mais de dois anos, afetado sobretudo pela realização das eleições que levaram à primeira queda mensal no volume de novos negócios desde agosto de 2012, segundo o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira.

Apesar dos números ruins, o indicador mostrou melhora no otimismo das empresas com o futuro, mas ainda em níveis bastante baixo.

O PMI de serviços apurado pelo Markit recuou a 48,2 em outubro, após marcar 51,2 em setembro e ficar acima da marca que separa expansão de contração. O resultado de outubro é o pior em vinte e seis meses.

"Segundo várias empresas pesquisadas, as condições de mercado se mostraram contidas em função das eleições recentes", escreveu o Markit em relatório, ressaltando que a categoria Intermediação Financeira foi a que mostrou pior desempenho entre os seis subsetores monitorados.

No mês passado, o volume de novos negócios do setor de serviços ficou "marginalmente abaixo" de 50, interrompendo um período de expansão de vinte e cinco meses.

As eleições de outubro foram as mais acirradas desde a redemocratização no país, na década de 1980, culminando com a vitória apertada da presidente Dilma Rousseff que tem pela frente diversos desafios na área econômica que passam pela fraca atividade, inflação elevada e falta de confiança dos agentes econômicos.

O emprego no setor de serviços também mostrou cansaço em outubro, marcando o terceiro mês seguido de redução de números de funcionários, com taxa de corte acelerando e chegando ao ponto mais rápido desde fevereiro de 2013.

O Markit informou ainda que, devido à concorrência, as empresas brasileiras de serviços reduziram seus preços de venda em outubro pela primeira vez em quase cinco anos, ainda que de forma modesta.   Continuação...