BB tem lucro abaixo do esperado no 3o tri, diz que alta em calotes não é tendência

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 13:45 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve lucro líquido maior no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, mas o resultado veio abaixo da média de projeções do mercado e a instituição reduziu a perspectiva para o crescimento de sua carteira de crédito em 2014.

A maior instituição financeira do Brasil teve lucro líquido de 2,78 bilhões de reais entre julho e setembro, alta de 2,8 por cento sobre o resultado obtido em 2013, mas recuo de 1,7 por cento sobre o segundo trimestre deste ano.

Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro foi de 2,885 bilhões de reais. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para um resultado recorrente de 3,014 bilhões de reais.

O crescimento no lucro na comparação anual ocorreu apesar de um incremento de 16,9 por cento na provisão para perdas com crédito, a 4,571 bilhões de reais, montante que ficou praticamente estável ante o segundo trimestre deste ano.

A reserva maior veio junto com crescimento da inadimplência no banco, com base em operações vencidas há mais de 90 dias, cujo índice passou de 1,97 por cento no terceiro trimestre de 2013 para 2,09 por cento no período de julho a setembro deste ano. No segundo trimestre, a taxa foi de 1,99 por cento.

Além disso, um dos indicadores de inadimplência futura, o de operações vencidas há mais de 60 dias, também cresceu, passando de 2,36 por cento no terceiro trimestre do ano passado para 2,47 por cento no final de setembro deste ano, após 2,37 por cento no segundo trimestre.

A jornalistas, o vice-presidente de finanças do BB, Ivan Monteiro, afirmou que a relativa piora nas métricas de calote "não configura tendência" e estimou que os atuais níveis devem se estabilizar ou cair nos próximos meses.

O executivo comentou ainda que espera que a carteira de crédito do BB em 2015 tenha um crescimento médio acima do mercado.

As ações do banco despencavam 7,55 por cento às 13h30, na maior baixa do Ibovespa , enquanto o principal índice da bolsa tinha desvalorização de 1,25 por cento.   Continuação...

 
Fachada de uma agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro. 20/08/2014. REUTERS/Pilar Olivares