Banco do Brasil e Petrobras fazem Bovespa fechar com queda superior a 1%

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 18:12 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa brasileira teve uma sessão de queda firme durante todo o pregão e fechou no vermelho esta quarta-feira, diante do desapontamento do mercado com os resultados trimestrais do Banco do Brasil e com o fato da Petrobras não ter anunciado um aguardado aumento nos preços dos combustíveis na véspera.

O Ibovespa recuou 1,26 por cento, a 53.698 pontos, no sentido contrário dos mercados externos. O giro financeiro do pregão totalizou 5,9 bilhões de reais.

Com queda de 7,9 por cento, a ação do Banco do Brasil liderou as perdas do Ibovespa. A instituição teve lucro líquido maior no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, mas o resultado veio abaixo da média de projeções do mercado e a instituição reduziu a perspectiva para o crescimento de sua carteira de crédito em 2014.

"O mercado pode ter comprado uma expectativa ontem que não se traduziu nos números hoje", disse o analista da Guide Investimentos Luis Gustavo Pereira.

A ação do Banco do Brasil fechou na véspera com valorização de 5 por cento em antecipação ao balanço. "O Banco do Brasil não teve um resultado tão animador quanto Itaú Unibanco e Bradesco", acrescentou Pereira.

Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro do Banco do Brasil foi de 2,885 bilhões de reais. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para um resultado recorrente de 3,014 bilhões de reais.

Os papéis de BR Malls e TIM Participações também recuaram na esteira de seus resultados trimestrais. Além disso, o presidente da TIM negou nesta quarta que haja qualquer tipo de negociação ou acordo para a venda da operadora, diante de reportagens segundo as quais Oi, Vivo e Claro teriam fechado um acordo para uma oferta de compra da empresa.

Ambas as ações da Petrobras recuaram quase 3 por cento, constando entre as principais influências de baixa do Ibovespa. A estatal frustrou investidores ao informar ao fim de reunião de seu Conselho de Administração na véspera que "até o momento" não há decisão quanto ao amplamente aguardado reajuste no preço da gasolina e do diesel.   Continuação...