6 de Novembro de 2014 / às 11:34 / 3 anos atrás

ONS diz que não há indício de risco de racionamento de energia no Brasil em 2015

Torres de transmissão de energia elétrica sobre fazenda de café em Santo Antônio do Jardim, em São Paulo. 06/02/2014Paulo Whitaker

BRASÍLIA (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema (ONS) afirmou nesta quinta-feira que não há indício de risco de racionamento de energia no Brasil em 2015.

Segundo o diretor geral do órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), Hermes Chipp, a indicação é de chuva na média ou acima da média já a partir de novembro.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que assim como Chipp participa de evento em Brasília, reforçou que não há risco de déficit de energia no próximo ano.

De acordo com Zimmermann, o fato de o risco calculado pelo governo ter chegado a 5 por cento, limite máximo tolerável, não significa que o racionamento seja necessário.

"Essa tolerância é para o risco após a estação chuvosa. É preciso esperar o fim de abril para se calcular o risco real", afirmou.

Ontem, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), elevou de 4,7 para 5 por cento o risco de déficit de energia em 2015 no Sudeste e no Centro-Oeste do país.

Segundo Chipp, não se decreta racionamento com base nesse risco e sim caso os recursos disponíveis sejam insuficientes para atender a demanda, o que não é o caso.

Ele afirmou que não somente as previsões dos institutos meteorológicos são de chuvas na média ou acima da média já em novembro, como também contemplam chuvas nas regiões dos maiores reservatórios.

"A indicação é de que não vai chover apenas na região Sul. Ela sobe para o Sudeste, para a região de fronteira entre São Paulo e Minas Gerais (onde estão grandes represas)", disse.

Se as chuvas ficarem na média na estação chuvosa deverá ser preciso continuar com as termelétricas ligadas, afirmou Chipp. Mas caso as chuvas fiquem acima da média, pode até ser possível desligar as térmicas mais caras mais para frente, completou.

Por Leonardo Goy

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