Governo descarta novos estímulos à indústria; foco é no ajuste fiscal, diz fonte

sexta-feira, 7 de novembro de 2014 17:24 BRST
 

Por Luciana Otoni e Alonso Soto

BRASÍLIA (Reuters) - O ajuste da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff não vai abranger o anúncio de novas medidas de estímulo ao setor industrial, disse nesta sexta-feira à Reuters uma fonte do governo próxima ao núcleo de decisões.

"Não acho que seja a hora de pensar em medidas de estímulo para a indústria", disse, informando não haver espaço fiscal para acomodar essas ações.

"O melhor caminho para seguir neste momento é dar sinais de consolidação fiscal nesse primeiro ano de governo".

De acordo com a fonte, que falou em condição de anonimato, o aumento da taxa básica de juros e o reajuste de combustíveis deram início a esse processo de rearranjo que abrangerá também a redução da meta de superávit primário para 2015.

"Não há dúvidas que teremos que ajustar o fiscal também, reduzir despesa, anunciar uma nova meta", disse a fonte.

A decisão do governo de não incluir ações de socorro à indústria no ajuste macroeconômico ocorre após a presidente Dilma ter dito que daria mais impulso ao setor fabril.

Desde que a presidente fez menção a esse impulso, em pronunciamento após ser declarada reeleita, avançou no governo avaliações de que é necessário um amplo corte de gasto público para ajudar a fechar as contas do governo em um quadro marcado por forte restrição fiscal.

A fonte disse ainda que o governo pode melhorar o balanço fiscal do próximo ano por meio de uma série de reformas microeconômicas para destravar o investimento e acelerar o crescimento.   Continuação...