Presidente da China diz que riscos para economia "não são tão assustadores"

domingo, 9 de novembro de 2014 10:04 BRST
 

Por Sui-Lee Wee e Gerry Shih

PEQUIM (Reuters) - Os riscos enfrentados pela economia da China não são tão assustadores e o governo está confiante de que pode afastar os perigos, disse o presidente Xi Jinping a líderes globais de negócios no domingo, para dissipar as preocupações sobre a segunda maior economia do mundo.

Em um discurso para executivos na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), Xi disse ainda que se a economia chinesa crescer 7 por cento, ainda estará na vanguarda das economias do mundo.

A economia da China, a segunda maior do mundo, teve um ano difícil. O crescimento no terceiro trimestre caiu para níveis não vistos desde a crise financeira global de 2008/09, arrastada por uma desaceleração no setor imobiliário e exportações instáveis.

"Algumas pessoas temem que o crescimento econômico da China vá cair ainda mais?" disse Xi. "De fato, há riscos, mas não são tão assustadores. Mesmo com um crescimento de cerca de 7 por cento, independentemente da velocidade, estamos entre os melhores do mundo", disse ele, observando que a economia da China manteve-se "estável".

As observações de Xi foram feitas um dia depois de dados mostrarem que o crescimento anual das exportações e importações chinesas perdeu a força em outubro, em mais um sinal de fragilidade na economia que pode levar os políticos a tomar novas medidas para incentivar o crescimento.

Para garantir que a economia possa crescer em torno de 7,5 por cento este ano, a China afrouxou políticas monetária e fiscal desde abril.

Os governos regionais têm acelerado os gastos em alguns projetos de infra-estrutura e aboliram os limites sobre o número de casas que os chineses podem comprar. O Banco Central também injetou empréstimos de curto prazo para os bancos, para aumentar a oferta de crédito e reduzir as taxas de hipotecas para alguns compradores de imóveis.

No entanto, os resultados gerados não têm sido tão bons quanto alguns esperavam, alimentando especulações de que a China pode ter que cortar as taxas de juros ou reduzir depósitos compulsórios, medidas que Pequim nega estarem entre as opções.   Continuação...