11 de Novembro de 2014 / às 09:59 / 3 anos atrás

Conselho da Oi considera OPA por Portugal Telecom SGPS "inaceitável"

Logo da companhia telefônica Portugal Telecom na sede da empresa em Lisboa. 13/07/2014. REUTERS/Hugo Correia

SÃO PAULO/LISBOA (Reuters) - O Conselho de Administração da operadora de telecomunicações Oi disse na noite de segunda-feira que a oferta pública de aquisição (OPA) da empresária angolana Isabel dos Santos pela Portugal Telecom SGPS era “inaceitável” por promover mudanças nos termos de sua fusão com a companhia portuguesa.

O Conselho afirmou ter decidido por unanimidade rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da união com a Portugal Telecom SGPS, reforçando posição da diretoria da Oi divulgada mais cedo no mesmo dia de considerar “descabida” qualquer mudança nesse sentido.

“A Oi considera inaceitáveis e confirma que não efetuará qualquer modificação nos atos societários, contratos definitivos e demais instrumentos firmados para atender qualquer das condições estipuladas na OPA”, disse o comunicado.

Filha do presidente de Angola, Isabel dos Santos é dona da Terra Peregrin, grupo registrado em Portugal que lançou no domingo uma OPA sobre a totalidade do capital da Portugal Telecom SGPS, mediante a oferta de 1,35 euro por ação.

Na segunda-feira, a ação da Portugal Telecom subiu rumo a esse patamar, fechando em alta de 11,83 por cento, a 1,36 euro. Enquanto isso, as ações preferenciais da Oi no Brasil lideraram os ganhos do Ibovespa, com alta de 6,67 por cento, a 1,28 real.

Os únicos ativos detidos pela Portugal Telecom SGPS depois da fusão do grupo com a Oi este ano são a participação de 25,7 por cento na Oi e 900 milhões de euros em dívida não paga pela holding Rioforte, empresa da família portuguesa Espírito Santo que entrou em colapso.

A investida da Terra Peregrin busca fazer de Isabel dos Santos uma das principais acionistas na companhia combinada, dando-lhe voz sobre a estratégia da empresa, de acordo com uma pessoa próxima à empresária.

A Oi tem dito que pode vender seus ativos portugueses para reduzir dívida, que encerrou o primeiro semestre em 46 bilhões de reais. A possibilidade ganhou força após oferta feita na semana passada pelo grupo europeu Altice, controlado pelo bilionário franco-israelense Patrick Drahi, de aquisição das operações portuguesas da Oi por 7 bilhões de euros.

Entretanto, uma das condições da oferta da Terra Peregrin pela Portugal Telecom SGPS era de que a Oi não deveria vender esses ativos, que atualmente são conhecidos como PT Portugal.

A companhia brasileira está envolvida em processo de consolidação no mercado doméstico de telecomunicações e tenta obter recursos para fazer uma oferta pela rival TIM.

Por Marcela Ayres em São Paulo e Andrei Khalip em Lisboa

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