Dólar sobe ante real em meio a incertezas e renova máxima desde 2005

quarta-feira, 12 de novembro de 2014 17:10 BRST
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta ante o real e renovou a máxima de fechamento em mais de nove anos nesta quarta-feira, no terceiro dia seguido de agenda fraca e baixa liquidez, ainda reagindo às persistentes incertezas sobre a política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana subiu 0,25 por cento, a 2,5641 reais na venda, maior fechamento desde abril de 2005. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1 bilhão de dólares.

"O mercado está tensionado. Está todo mundo torcendo para ver um sinal de mudança, mas cada dia que passa fica mais difícil apostar nisso", disse o gerente de câmbio da corretora TOV, Celso Siqueira.

A atenção dos investidores está voltada principalmente à política fiscal, que é criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente, e ao futuro substituto do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Dilma já afirmou que só anunciará nomes de sua equipe econômica após a reunião do G20 neste fim de semana, o que tem levado investidores a adotar uma postura defensiva e empurrado o dólar para cima.

Nesta manhã, especulações sobre o nome do próximo ministro chegaram a levar a moeda norte-americana a cair ante o real, chegando a 2,5352 reais na mínima do dia, mas a pressão de vendas perdeu força ao longo da tarde.

"O mercado está bastante sensível a qualquer sinalização sobre a política econômica dos próximos anos", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Neste mês, a moeda norte-americana acumula alta de 3,19 por cento. Mesmo assim, o Banco Central tem mantido a oferta de até 9 mil contratos de swap cambial, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem dos contratos que vencem em dezembro.   Continuação...