Fundo de debêntures de infraestrutura do BNDES sai no 1o tri com R$1 bi

quarta-feira, 12 de novembro de 2014 18:53 BRST
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social lançará no primeiro trimestre do ano que vem seu primeiro fundo de debêntures de infraestrutura, que deverá alcançar patrimônio de 1 bilhão de reais, informou à Reuters o chefe do departamento da área de mercado de capitais da instituição, Otávio Lobão.

Segundo Lobão, o banco selecionará um gestor em janeiro para em seguida realizar a oferta pública do fundo, para a qual também serão escolhidos bancos coordenadores. "Já temos a carteira (de debêntures) adquirida no último ano e meio. (...) Adquirimos 8 por cento das debêntures que foram a mercado. Até setembro, esse volume adquirido é de 635 milhões de reais", disse.

Regulamentada pela Lei 12.431, de 2011, as debêntures de infraestrutura embutem incentivos tributários para investidores estrangeiros e pessoas físicas, que são isentos de Imposto de Renda nos ganhos de capital com esses papéis.

O BNDES é o principal impulsionador dessa modalidade, em uma tentativa do governo federal de ampliar a participação do setor privado no financiamento de longo prazo a investimentos de infraestrutura.

No final de setembro, o chefe do departamento de Energias Alternativas do BNDES, Antonio Tovar, havia comentado que o banco pretendia lançar o fundo até o final do próximo ano.

Desde o lançamento das debêntures incentivadas até setembro deste ano, foram emitidos 7,7 bilhões de reais desses papéis. A expectativa é que o montante adquirido pelo BNDES chegue a 1 bilhão de reais nos próximos meses, para então ser lançada uma oferta pública do fundo no mercado.

A instituição vai se unir assim a BB Investimentos e Votorantim Asset, ambos do Banco do Brasil, que lançaram em junho fundo de investimento exclusivo em debêntures incentivadas. O Bradesco já havia lançado produto semelhante no ano passado.

Segundo Lobão, a vantagem do fundo, cujo foco é o investidor pessoa física, é a carteira mais diversificada, por conter diferentes projetos de diversos setores da economia. As emissões ocorridas até agora foram de empresas de rodovias, ferrovias, transmissão de energia, aeroportos, entre outras.   Continuação...