Petrobras reduz perdas, mas Ibovespa fecha na mínima desde março

terça-feira, 9 de dezembro de 2014 18:46 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em leve queda pelo segundo pregão seguido nesta terça-feira e com o seu principal índice no menor patamar desde março deste ano, mas longe da mínima da sessão, quando caiu abaixo de 50 mil pontos, conforme as ações da Petrobras reduziram as perdas no final.

Os papéis da estatal passaram o dia pressionados pela notícia sobre ação judicial coletiva contra a empresa em um tribunal federal de Nova York por corrupção e guiaram a queda do Ibovespa ao longo de quase todo o pregão, mas ao fim do pregão a Vale exerceu a principal pressão de queda no índice.

As ações da mineradora recuaram 2,33 por cento, a 17,64 reais, mesmo preço do fechamento de 30 de dezembro de 2008, em meio à queda do minério de ferro na China e notícia sobre possível corte de impostos para mineradoras chinesas pelo governo.

A alta dos papéis do Bradesco, após o banco anunciar pagamento de juros sobre capital próprio, e a redução das perdas nos mercados acionários em Wall Street também ajudaram a reduzir as perdas do principal índice acionário brasileiro.

O Ibovespa fechou em queda de 0,16 por cento, a 50.193 pontos, após ter marcado 49.395 pontos na mínima. O volume financeiro somou 6,4 bilhões de reais.

A preferencial da Petrobras recuou 1,22 por cento, a 11,36 reais, após cair a 10,81 reais, tocando níveis de agosto de 2005. O preço de fechamento foi o menor desde 19 de agosto de 2005. O ADR (recibo de ação) da companhia perdia 0,24 por cento em NY, a 8,21 dólares.

Em Nova York, o S&P 500 perdia apenas 0,17 por cento, após cair mais de 1 por cento mais cedo nesta terça-feira.

Relatório do BofA Merrill Lynch nesta terça-feira, com um dos subtítulos "Esqueça Bric, fique com IC", serviu como presságio para o que o dia reservava a investidores na Bovespa, pelo menos em boa parte do pregão.   Continuação...