Estrangeiras ofertam à Venezuela novas fontes de óleo importado

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 12:42 BRST
 

HOUSTON (Reuters) - Grandes produtores de petróleo estrangeiros na Venezuela estão buscando vender para a estatal venezuelana PDVSA petróleo leve de países como Nigéria e até mesmo Estados Unidos, com o objetivo de controlar melhor a qualidade e o custo das misturas nacionais e impulsionar a produção do cinturão do Orinoco, disseram fontes.

No início deste ano, a PDVSA suspendeu as importações de nafta cara, um tipo de combustível leve que vinha sendo usado nos últimos anos para diluir o petróleo pesado de Orinoco.

Em vez disso, ela começou a comprar petróleo Saharan Blend produzido na Argélia, um aliado da Venezuela na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), para fazer misturas que com melhores preços.

Mas as fontes disseram que outras variedades poderiam ser mais acessíveis, especialmente petróleo dos Estados Unidos, que resultaria em menores custos de envio, ou os da África Ocidental, que estão sendo vendidos com grandes descontos.

Todas as fontes não quiseram ser identificadas, porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre o assunto.

"Estamos oferecendo três tipos diferentes de óleo cru: Eagle Ford, West Africans e Caspian", disse um executivo de uma das joint ventures da PDVSA com empresas estrangeiras à Reuters.

Petróleo dos EUA poderia ser exportado para a Venezuela por meio de licenças de swap que estão sendo solicitadas a partir de Washington, acrescentou.

Até agora, no entanto, as autoridades norte-americanas não concederam publicamente quaisquer pedidos para trocar petróleo nacional por importações estrangeiras, uma das várias brechas da proibição de décadas sobre as exportações de petróleo dos EUA.

Uma fonte de outro projeto no Orinoco disse que o petróleo leve Basrah iraquiano e petróleos nigerianos também estão sendo oferecidos como opções de diluente.   Continuação...