Indústria de embalagens fechará 2014 com produção abaixo da esperada, diz entidade

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 15:20 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de embalagens no Brasil deve fechar 2014 com queda de cerca de 1 por cento, disse a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) nesta quarta-feira, resultado pior que o cenário mais pessimista traçado para o setor em meados deste ano.

Estudo do Ibre/FGV, em parceria com a Abre e divulgado em agosto, estimava que a produção física teria estabilidade neste ano em relação a 2013, com retomada na produção no segundo semestre, compensando a queda de 0,73 por cento sofrida nos primeiros seis meses do ano.

A melhora não ocorreu como esperado e a produção deve ficar abaixo da previsão apontada no cenário mais pessimista do estudo, de queda de 0,7 por cento em 2014.

"Após a Copa do Mundo, sentimos que o mercado estava muito estocado e a demanda esperada não aconteceu", disse à Reuters a diretora-executiva da Abre, Luciana Pellegrino, citando falta de confiança do consumidor e a cautela dos empresários como principais motivos para a demanda abaixo do esperado.

"Em setembro, houve alguma retomada, mas ainda muito leve. O mercado ficou bastante retraído", acrescentou.

Apesar disso, Pellegrino espera um aumento do faturamento da indústria de embalagens neste ano, influenciado pela oscilação dos preços das matérias-primas e pelo foco de empresas em produtos de maior valor agregado e na contenção de custos.

A expectativa em agosto era de alta de 8,1 por cento do faturamento neste ano, para 56 bilhões de reais, ante 2013.

Para 2015, apesar da expectativa ser de ajustes macroeconômicos e da fraqueza na economia, Pellegrino vê as empresas do setor mais preparadas, buscando aumentar a eficiência e lançar produtos diferenciados.

"O mercado brasileiro deixa de ser um mercado só de volumes e passa a ser um mercado de customização", disse Pellegrino.   Continuação...