Bovespa renova mínima desde março com Petrobras e fecha abaixo de 50 mil pontos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 18:36 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira pelo terceiro dia consecutivo, com o Ibovespa renovando mínima desde março, abaixo dos 50 mil pontos.

A queda dos papéis da Petrobras exerceram forte pressão negativa no índice, em meio à queda acentuada do petróleo e à apreensão de investidores quanto a potenciais desdobramentos de ações judiciais contra a empresa nos Estados Unidos.

O quadro desfavorável no exterior também abriu espaço para realização de lucros em ações com relevante peso no índice, como as dos bancos Itaú e Bradesco, que acumulam valorização próxima de 30 por cento no ano em 2014.

O recuo de Vale também pesou, com preço do minério de ferro negociado na China aproximando-se do piso em mais de cinco anos, enquanto dados de inflação chinesa corroboraram o cenário de desaceleração do país.

TIM Participações, por sua vez, disparou no final da sessão e fechou em alta de 11,3 por cento, após reportagem da Bloomberg de que as rivais Oi, a Telefónica, dona da Vivo, e Claro, preparam oferta de 15 bilhões de dólares pela operadora.

Nesse contexto, o Ibovespa fechou em baixa de 1,29 por cento, a 49.548 pontos, no menor patamar de fechamento desde 26 de março. O giro financeiro do pregão somou 5,5 bilhões de reais. No mês, o índice acumula perda de 9,46 por cento.

"A pressão em commodities está bem visível no mercado local, com Petrobras e Vale liderando as quedas, a despeito dos patamares já deprimidos", observou o operador Thiago Montenegro, da Quantitas Asset Management. No ano, as preferenciais da Petrobras e da Vale acumulam perda de 33 a 44 por cento, respectivamente.

"A nova equipe econômica ainda está lenta em mobilizar a confiança dos agentes, mas acho que o que está sendo preponderante é o cenário de excesso de oferta de commodities para os próximos anos e o quanto as grandes empresas brasileiras estão no contrapé do ciclo", avaliou.   Continuação...