Política monetária da China não será nem apertada nem frouxa demais, diz agência estatal

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 11:41 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A política monetária da China não será nem muito apertada nem muito frouxa no próximo ano conforme as autoridades tentam sustentar um ritmo razoável de crescimento na economia, que enfrenta obstáculos razoáveis, informou o governo do país nesta quinta-feira segundo a mídia estatal.

A economia enfrenta pressões relativamente grandes em 2015, informou a agência de notícias Xinhua após a Conferência Central de Trabalho Econômico do governo, em que autoridades delineiam o projeto de crescimento para o ano seguinte.

O investimento continuará sendo importante motor de crescimento à medida que as autoridades garantem que as exportações, consumo e investimento tenham participação igual na economia, disse a Xinhua.

"Haverá foco maior em fazer com que a política monetária seja apropriadamente apertada ou frouxa", disse o governo segundo a Xinhua, ao reiterar que a política monetária continuará "prudente" e a política fiscal, "proativa".

As políticas serão ajustadas de maneira direcionada, completou a Xinhua, sem dar mais detalhes.

O crescimento econômico anual da China deve cair para mínima de 24 anos, de 7,4 por cento, devido ao esfriamento do investimento doméstico e desaceleração do mercado imobiliário.

Para estimular o crescimento, o banco central chinês surpreendeu os mercados ao cortar a taxa de juros em 21 de novembro pela primeira vez em mais de dois anos.

A mídia estatal não comentou sobre a meta de crescimento do próximo ano, que deve ser anunciada em sessão anual do Parlamento em março. Citou apenas que ela deve ser determinada em um nível "razoável".

"Devemos nos adaptar ativamente a um 'novo normal' nos acontecimentos econômicos e manter o crescimento em uma faixa razoável", informou o governo segundo a Xinhua.

(Reportagem de Koh Gui Qing e Shao Xiaoyi)

 
Investidor em frente ao um painel com informações sobre ações em uma corretora de Huaibei, na província de Anhui, China. 11/01/2013. REUTERS/Stringer