Cesp deve fazer provisão sobre devolução de usinas Jupiá e Ilha Solteira em dezembro

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 13:17 BRST
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho de Administração da geradora paulista estatal de energia Cesp deve definir até março do ano que vem as linhas gerais sobre o futuro da empresa, que terá seu tamanho reduzido para cerca de um terço do que tinha antes do fim das concessões de suas três principais hidrelétricas.

O diretor financeiro da companhia, Almir Martins, disse nesta quinta-feira, em reunião com investidores, que defende que a Cesp volte a investir em novos empreendimentos, participando como minoritária em novos projetos de geração, em conjunto com parceiros privados, mas que a venda do controle também poderia ocorrer em qualquer momento.

“O que eu defendo é que a Cesp deveria voltar a investir e esse investimento refletiria numa melhora econômica e o governo do Estado poderia sair da Cesp a qualquer momento. Mas essa é uma decisão que não está tomada”, disse o executivo, a jornalistas, após a apresentação aos investidores.

"Do ponto de vista estratégico, não há motivo algum para que o governo do Estado tenha uma empresa de geração de energia elétrica (...) o governo sair do controle é uma operação normal, como em qualquer empresa, não vejo nenhum problema em relação a isso".

A Cesp tinha 3.916 MW médios de garantia física antes do fim da concessão da hidrelétrica Três Irmãos, que venceu em 2011, e passará a ter cerca de 1.080 MW médios quando vencerem também as concessões de Ilha Solteira e Jupiá, em julho de 2015.

"O objetivo é voltar a ter uma capacidade instalada de geração de energia praticamente igual (ao que tinha antes do fim das concessões)", disse ele.

As alternativas para o futuro da empresa serão dadas em estudo que será preparado por consultoria que a empresa pretende contratar em dezembro, de forma que o conselho aprove os novos rumos da companhia até março de 2015.

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Marco Antonio Mroz, que também é presidente do Conselho de Administração da Cesp, defende que a empresa recomponha ativos e não seja privatizada, reafirmou ele nesta quinta-feira após o fim da reunião com investidores da geradora.   Continuação...