MPF denuncia empreiteiras em escândalo da Petrobras; pede R$1,2 bi em ressarcimento

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 21:23 BRST
 

Por Caroline Stauffer

CURITIBA (Reuters) - Executivos de seis das maiores empreiteiras do Brasil foram denunciados à Justiça nesta quinta-feira por crimes envolvendo um suposto esquema de corrupção na Petrobras, com o Ministério Público Federal (MPF) pedindo que as empresas façam o ressarcimento de 1,186 bilhão de reais.

As denúncias envolvem 36 pessoas, 23 delas vinculadas a OAS, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Engevix.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que fechou um acordo de delação premiada, foi o único ligado à estatal citado na conclusão desta primeira etapa dos trabalhos do MPF, que prometeu aprofundar as investigações e fazer novas denúncias.

Os denunciados enfrentam uma ampla gama de acusações decorrentes da operação Lava Jato, da Polícia Federal, por crimes de corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, em um caso histórico que atingiu uma das maiores empresas da América Latina.

"Eu asseguro aos senhores que novas acusações virão... Esse é apenas um pacote de acusações", disse o procurador Deltan Dallagnol, ao apresentar as denúncias nesta quinta-feira, em Curitiba.

"Nós estamos em uma guerra contra a impunidade e contra a corrupção."

O procurador explicou que as empresas simularam ambiente de competição em licitações da Petrobras e se reuniam de forma secreta para escolher os vencedores.

Ele disse ainda que o esquema de corrupção envolvia a cooptação de agentes públicos. Além de Costa, foi denunciado o doleiro Alberto Youssef, que também está em processo de delação premiada. Os dois foram presos na primeira fase da operação Lava Jato, em março.   Continuação...

 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concede entrevista coletiva em Curitiba nesta quinta-feira. 11/12/2014 REUTERS/Rodolfo Buhrer