Câmara dos EUA aprova projeto de lei de gastos e evita paralisação do governo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 09:18 BRST
 

Por David Lawder e Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos evitou na quinta-feira a paralisação do governo, aprovando por pouca diferença um projeto de lei sobre gastos de 1,1 trilhão de dólares, apesar de objeções do Partido Democrata a controversas provisões financeiras.

A votação ocorreu após um longo dia de discussões no Capitólio que destacou a desgastada unidade dos democratas e mostrou uma incômoda aliança entre o presidente Barack Obama e o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, inimigos em antigas batalhas sobre o orçamento mas do mesmo lado desta vez.

A votação sobre a medida foi adiada por horas depois que os democratas se revoltaram contra provisões para reduzir parte da lei de reforma financeira Dodd-Frank e permitir mais grandes doações políticas, enquanto os republicanos eram contra porque a medida não bloqueava fundos para o decreto de imigração de Obama.

Na votação por 219 a 206, 67 republicanos rejeitaram o projeto de lei sobre gastos, devido principalmente ao fato de não tomar ações para impedir o decreto de imigração de Obama. Mas isso foi compensado por 57 democratas que votaram a favor.

Pouco após a aprovação, tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram uma extensão de 48 horas para dar ao Senado mais tempo para avaliar a medida. O líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que o tema será debatido na sexta-feira.

Se aprovado pelo Senado, o projeto de lei financia todas as agências governamentais até setembro de 2015, exceto o Departamento de Segurança Interna, cujo financiamento seria prolongado apenas até 27 de fevereiro.

Os republicanos pretendem negar fundos à agência para prejudicar o decreto de Obama permitindo que milhões de imigrantes sem documentos fiquem e trabalhem nos EUA.

(Reportagem adicional de Susan Cornwell e Amanda Becker)

 
Vista geral do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. 13/02/2014.   REUTERS/Jonathan Ernst